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Autocuidado: Você Merece!

Uma palavra que vem ganhando força é autocuidado (self care), ou seja, um conjunto de hábitos e práticas que são positivos para o bem-estar físico, mental e emocional. E vem ganhando força, porque passou a ser uma saída para viver com mais plenitude.

A palavra “cuidado” vem do latim cogitātu-, “reflexão; pensamento”, significando, entre outras coisas, “atenção”, “cautela”, “precaução”. Autocuidado é dar atenção a si mesmo (a).

Na verdade, o movimento não surgiu agora. Ele nasceu na década de 1950 na área de Enfermagem, através dos estudos de Dorothea Elizabeth Orem, Mestra em Enfermagem pela Universidade Católica da América. Orem partiu da premissa que todos podiam cuidar de si próprios. O papel da enfermagem, segundo Orem, seria ajudar àqueles que não teriam condições de ajudar a si próprio.

Os estudos de Orem começaram com pacientes em reabilitação. Eles eram, além de encorajados pela equipe de enfermagem a serem independentes o máximo possível, motivados a cuidar de si próprios.

Contudo, Orem sabia que tinha que levar em conta as circunstâncias de vida cada indivíduo, seu histórico de saúde, suas experiências de vida, idade, sexo, necessidades e potencial para satisfazê-las. Sendo assim, não há uma receita pronta. O que é positivo para um, pode não ser para outro. E está tudo bem.

Porém, existem grupos, existem tribos e vale a pena você descobrir qual é a sua. Cada pessoa precisa conhecer-se e saber o que faz e o que não faz sentido. Existem milhões de pessoas que sentem como você se sente e que se procuram umas às outras. É uma tendência da natureza humana formar grupos.

É o que o livro “Tribos”, de Seth Godin, nos apresenta. Segundo Godin, a formação de tribos é algo natural aos seres humanos, como parte do nosso instinto de sobrevivência. As tribos se fortalecem pela comunidade que acredita em uma ideia, no líder e na tribo em si.

Assim, existe a tribo que busca o crescimento pessoal e livros de autoajuda, frases motivacionais, rituais matinais e tudo isso faz muito sentido para essas pessoas. Por outro lado, há a tribo que não acredita em nada disso. Há tribos que desenham seu futuro, criando estratégias e definindo metas. Outras, preferem se deixar levar pelas circunstâncias que a vida oferece.

O que verdadeiramente importa é saber quem somos nós. Em algum lugar, estão aqueles que pensam como nós. E as novas tecnologias têm ajudado a diferentes pessoas ao redor do mundo a encontrarem suas tribos.

E ao saber quem somos, precisamos aprender a crescer, a evoluir todos os dias. Porque há um fato. Tudo muda. Todos mudam. Quem não muda, morre. Isso é uma lei natural. Portanto, pergunte-se:

  • O que me faz sentir a plenitude da vida?
  • O que me faz sentir pronto (a) para levantar todos os dias da cama?
  • Estou cuidando bem do meu corpo?
  • Estou conseguindo equilibrar minhas emoções no dia a dia?
  • Consigo estar mentalmente energizado para analisar tudo o que a vida está me oferecendo todos os dias?

 

Conhecendo a si mesma, a pessoa pode, portanto, se dar mais atenção, cuidar de si, com a finalidade de não só manter a vida, mas cuidar de sua saúde física, mental, emocional, promovendo qualidade de vida. Esse conjunto de práticas é chamada de autocuidado.

As práticas de autocuidado são condutas aprendidas, sendo determinadas por diversos fatores, incluindo a cultura do grupo ao qual ela pertence. É a ação que contribui à integridade da estrutura funcionamento e desenvolvimento das pessoas física, emocional e mentalmente.

É uma realização consciente de algo que pressupõe a decisão da pessoa em querer realizá-lo.

Procure saber o que te faz bem. A meditação, por exemplo, promove uma conexão que nos fazer ser mais pacientes, ter mais discernimento e ter noites melhores se dono. Mas, pode ser qualquer outra coisa que faça você se sentir vivo (a).

Mas, um cuidado serve para qualquer tribo: cuidado com o excesso de informações. É preciso selecionar a quantidade de notícias que se consome diariamente, assim como a quantidade de tempo que passa nas redes sociais.

Corre pelo mundo, ao lado do autocuidado, o movimento do unfollow  – se você segue um perfil nas redes sociais que põe você emocionalmente “para baixo”, deixe de seguir. Simples assim.

Valorize o presente, as pessoas à sua volta e principalmente busque conhecer a si mesmo. Cuidado com o que consome: dos alimentos que ingere às palavras que chegam até você, incluindo o que diz para si mesmo (a). Cuide-se mais. Você merece!

 

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