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Um dia de reflexão

Do idioma inglês, o termo “bullying” deriva de “bully”, que pode ser um verbo (ameaçar, amedrontar) ou um adjetivo (valentão). Traduzindo, bullying é a prática de atos violentos, sejam físicos ou verbais, feita de forma intencional e repetitiva, tendo como alvo, alguém julgado ser mais fraco e indefeso.

Vítimas do bullying têm suas vidas mudadas para sempre, mesmo aqueles que superam os dias difíceis e desenvolvem métodos de sobrevivência em meios considerados hostis.

Mas, há aqueles que ficam ainda mais retraídos. Outros guardam rancores por toda a vida pelos abusos sofridos, sem jamais confiar em alguém outra vez. Há aqueles que passam a revidar, de forma proporcional ou não, cujo alvo podem ser seus agressores, ou pessoas que nada tinham a ver com seus sofrimentos, mantendo vivo o ciclo de violência e hostilidade. Um exemplo trágico foi o massacre na escola do bairro de Realengo, no Rio de Janeiro. Um atentado cometido por um rapaz, vítima de bullying, que entrou numa sala de aula e começou a atirar. No final, 12 alunos mortos, mais o rapaz que cometeu suicídio.

A prática desse tipo de violência, geralmente, ocorre no meio escolar, começando com apelidos ofensivos, xingamentos e partindo para agressões físicas.

Bullying não é brincadeira. É coisa séria, com consequências desastrosas, que pode destruir vidas.

Em casa, pais devem dialogar com seus filhos, deixando que se expressem como se sentem em relação a tudo e a todos.

Até porque nem sempre as crianças demonstram que há algo errado acontecendo. Há crianças que sofrem na escola, mas são felizes em casa. E, dessa forma, conseguem separar seus sentimentos, seus mundos. Há pais amorosos, amigos, que nunca chegam a suspeitar o que seus filhos passam.

A escola, por sua vez, jamais deve “fechar os olhos” a qualquer sinal de algo errado acontecendo. É difícil, mas é possível combater o mal através da educação, porque, no caso do bullying, são vítimas, tanto quem sofre, como quem causa o sofrimento.

O agressor também é uma vítima, porque ser violento é sinal que algo não vai bem com essa criança ou adolescente. O agressor pode ter sido vítima de bullying no passado, ou pode reproduzir um padrão de violência sofrida em casa ou no local onde vive. Os estudos de caso são impressionantes em todos o mundo.

E é importantíssimo saber que o bullying não é uma prática exclusiva a crianças e adolescentes. No ambiente corporativo, profissionais que humilham, hostilizam ou intimidam outros profissionais estão cometendo bullying. E seja o chefe, sejam colegas de trabalho, em qualquer um dos casos, é preciso denunciar o quanto antes.

Por isso, foi criado o dia mundial de combate ao bullying. Um dia para refletir que ninguém pode ser omisso diante de casos assim. É uma iniciativa urgente. Na educação, sempre devemos pensar que há uma saída.

E como cada um de nós pode ajudar? Ao elogiar alguém, combate-se a violência; ao reconhecer o valor das diferenças entre as pessoas, combate-se a violência; desenvolver a inteligência emocional e a empatia, combate-se a violência. “Gentileza gera gentileza”. E se há palavras que machucam, há palavras que curam!

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