Conexçao Ensinar

Blog

É preciso lutar contra a gravidade para conquistar seu maior sonho.

Por que é tão difícil dar o primeiro passo após uma decisão? E que relação há com a lei da gravidade?

Durante as comemorações dos 50 anos da chegada do homem à lua, não há como não pensar na grandiosidade do feito.

Como o astronauta da Apollo 11, Michael Collins, disse, “400 mil pessoas, dos programadores aos costureiros das roupas espaciais, trabalharam para levar a humanidade à Lua”.

E devemos muito aos estudos de Isaac Newton, pois os foguetes funcionam baseados nas três leis formuladas por ele.

Um foguete nada mais é que um projétil que leva combustível – sólido ou líquido – no seu interior. Esse combustível é queimado progressivamente na câmara de combustão, gerando gases quentes que se expandem e que, ao serem expelidos para trás por um bocal (abertura na traseira), empurram o foguete para frente.  A essa reação, damos o nome de empuxo – a segunda lei de Newton: a Lei de Superposição de Forças.

Mas, antes de sair do nosso planeta e entrar em órbita, o foguete precisa escapar da atração da Terra e entrar no espaço exterior. Os propulsores geram uma explosão para baixo que desloca o foguete para cima – é a terceira lei: a Lei da Ação e Reação. Depois, o foguete precisa atingir uma velocidade específica.

Quando o foguete, enfim, fica livre das ações gravitacionais, seus motores são desligados e sua velocidade fica constante – é a primeira lei de Newton: a Lei da Inércia.

“Newton era o cara!”

Na linha do tempo da história da Ciência, 1666 é considerado o annus mirabilis (ano miraculoso em latim). Essa denominação é dada quando ocorre um grande feito que muda os paradigmas até então aceitos. Pois foi o ano em que Isaac Newton comprovou o que, até então, era apenas teoria:  a Lei da Gravitação Universal. O mundo da ciência deu um grande salto e entrou, definitivamente, na era do Iluminismo.

Na época de Newton, muito se falava sobre a gravidade, mas ninguém conseguia comprovar. E como ele conseguiu? Newton foi provocado por Edmund Halley para estudar mais sobre as forças de atração entre o Sol e os planetas.

Mas, quem era Isaac Newton? Um obstinado físico, matemático, filósofo, astrônomo, cientista, alquimista, místico e religioso. Um homem fruto do século 17, época em que o misticismo e a religião não só conviviam com a ciência, como a fortaleciam. Newton creditava todas as suas descobertas a Deus, Àquele que estava no princípio de todas as coisas.

Esse lado místico veio à tona em 1936, com o economista John Maynard Keynes, criador da Teoria do Estado de Bem-Estar Social, que teve acesso a documentos e anotações do próprio físico em sua caderneta, e deu uma palestra mostrando Newton como um místico. Keynes afirmou que “Newton não foi o primeiro da Idade da Razão, mas o último dos magos”.

Newton era um estudioso da Bíblia e usava a matemática para comprovar as suas histórias. Michael White, que escreveu sobra a biografia de Newton, mostrou sua fascinação pela figura bíblica do rei Salomão, que o teria influenciado na formulação da Lei da Gravitação Universal.

Salomão teve seu templo construído por volta de 1000 a.C., em Jerusalém. Newton imaginou o templo com um fogo central e os discípulos de Jesus colocados em círculo ao redor, traçando um paralelo com o sistema solar.

Também é verdade dizer que foi por causa de um “inimigo” que Newton conseguiu comprovar a Lei da Gravidade. Apesar de ter descoberto a célula, Robert Hooke era um picareta do século 17 – nunca conseguia provar tudo o que dizia ter feito, como voar por exemplo.

Entretanto, Hooke adorava colocar Newton em contradição, mostrando várias vezes à Royal Society (instituição destinada à promoção do conhecimento científico desde 1660 em Londres) as previsões erradas que ele fazia sobre a trajetória de objetos em movimento, o que o irritava profundamente.

Porém, o próprio Newton confessou, anos depois, que foi seu desejo de se vingar de Hooke que o fez chegar aos cálculos corretos e postular a lei que revolucionou a ciência. E foi com o apoio de Halley, que Newton publicou seus cálculos no livro Principia em 1687.

O que diz a Lei da Gravidade? Diz que todos os corpos com massa possuem uma força gravitacional, ou seja, uma força atrativa.  E quanto maior a massa do corpo, maior será a sua força de atração.

O planeta Terra é capaz de atrair os corpos ao seu redor em direção ao seu centro por causa dessa força gravitacional. Além disso, sem a sua gravidade, a Terra não teria atmosfera e tudo o que se encontra fixo na superfície terrestre estaria simplesmente “flutuando” pelo espaço vazio.

O peso dos nossos corpos é a força com a qual somos atraídos pela Terra. Essa força de atração é mútua, ou seja, se somos atraídos pela Terra, também a atraímos. Todavia, como a massa do planeta é muito superior à dos corpos sobre ela, essa interação é imperceptível.

Neste exato momento, você está sendo atraído(a) tanto pelo planeta, quanto por todos os objetos ao seu redor, mas você, também, atrai esses e outros corpos.

Todos os dias, devemos agradecer a exatidão da força da gravidade, mesmo que ainda não possamos alcançar todo nosso entendimento sobre ela. Se essa força fosse maior ou menor, não existiríamos.

Todas as formas de vida da Terra parecem necessitar da gravidade para funcionar. Experiências mostram que plantas que foram criadas no espaço tiveram pouco crescimento e pequena produção de amido, além de outras dificuldades.

Outra experiência, que investigava o desenvolvimento de ovos de codorna sem gravidade, demonstrou que nenhum ovo chegou a ser chocado: sem gravidade, a gema do ovo ficava flutuando, em vez de ficar estável.

Sem a gravidade, nossos pulmões teriam maior dificuldade em ficar no lugar, piorando a respiração. O crescimento dos ossos também seria prejudicado, pois eles dependem do peso do corpo para crescer apropriadamente.

Ok. Mas, o que tudo isso tem a ver com a dificuldade em dar o primeiro passo após uma decisão?

Todos os dias, desde o primeiro momento em que levantamos da cama, todo início de movimento requer uma grande força contrária à da gravidade.

Um foguete que ruma ao espaço precisa de uma explosão para sair da Terra. Como a explosão do motor de um carro ou de um avião.

Nós também precisamos dessa “explosão” para começar o movimento.  Essa explosão é exatamente a motivação. Ela nasce em nós e precisamos dela diariamente até para levantarmos da cama, para tomarmos decisões, para fazermos nossas escolhas – das mais simples às mais dramáticas.

E como Brendon Burchard diz, nós precisamos ser uma usina de geração de motivação. Isso porque a motivação acaba quando encontra o primeiro obstáculo. Por isso que se diz que só a motivação não basta. É preciso um propósito. Algo maior que nos fará ter a força necessária para superar todos os obstáculos do caminho: o desânimo, o cansaço, a preguiça, pensamentos negativos, críticas, falta de incentivo… Desculpas para procrastinar ou mesmo para desistir não faltam.

E o resultado disso é colocar o despertador no modo soneca umas dez vezes até ter a coragem para levantar, maldizer a segunda-feira e viver 5 dias pensando em 2.

Quem sabe o que quer, luta pelos seus sonhos e não perde tempo. Levanta cedo com disposição, adora qualquer dia, porque trabalho e prazer estão juntos. Gosta do que faz, dando valor justo aos resultados. Comemora cada simples vitória como um grande passo que o (a) deixa cada vez mais perto do seu objetivo.

Para conseguirmos realizar nossos sonhos, precisamos estar sempre em movimento. Sempre em busca daquilo que desejamos para a nossa vida.

O primeiro passo é o mais difícil. Precisa de uma grande energia, de uma “explosão” de motivação na luta contra a gravidade, até porque ficar em repouso, esperando milagres é mais fácil, mais cômodo. Mas, depois, para dar os outros passos, a lei da inércia também vai ajudar.

A lei da Inércia afirma que “todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele”.

Ou seja, dá para seguir em frente sem o uso extra de energia. Até encontrarmos um obstáculo. Aí, a visão do propósito em mente vai nos ajudar a encontrar uma solução para superá-lo.

A motivação nasce em nós. Seja a necessidade do dinheiro para pagar as contas, seja a criação do próprio caminho, seja a vontade de impactar pessoas… Não importa, cada um tem sua própria motivação.

Mas, ela sozinha não vai nos levar ao destino sonhado. O primeiro passo, portanto, precisa da força da motivação. Todos os outros passos depois ficarão mais suaves, pois terão a ajuda da gravidade também, já que ela é movimento, como Einstein disse anos depois.

Mas, nem por isso, os passos serão fáceis. Aí, entram outras forças que os seres humanos precisam desenvolver:  a força de vontade de seguir em frente, a disciplina, a determinação, o estudo constante e o foco, pois existirão obstáculos.

Sucesso não é fácil de ser alcançado, mas é possível conquistá-lo por qualquer pessoa. Desde que ela saiba o que realmente quer.

O propósito é a razão maior que nos enche de coragem e nos faz ir atrás dos nossos sonhos. Sem essa força, vem a procrastinação, depois a preguiça e, depois,… a morte dos sonhos, a morte de um futuro melhor, a morte de poder ser o que se nasceu para ser.

Se não tiver um propósito, invente um e corra atrás dos seus sonhos, porque o tempo é veloz… como um foguete.

Postar um comentário