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Das Cavernas ao Ciberespaço – a História da Comunicação

Podemos contar a história da humanidade de várias maneiras. Uma das mais fascinantes é através das etapas do desenvolvimento da comunicação. Cada uma dessas etapas corresponde a uma era. A primeira foi a era dos símbolos e sinais, e começou há cerca de 90 mil anos. Os hominídeos não falavam, mas utilizavam gestos, sons e sinais padronizados passados às novas gerações que foram os fundamentos de uma vida em sociedade.

A era da fala iniciou-se há cerca de 30 mil anos com o aparecimento do Cro-Magnon. A fala possibilitou mensagens mais complexas e um passo mais largo: a contestação daquilo que tinha sido exposto. Surgia o diálogo. Foi justamente nessa época que surgiram as pinturas rupestres, consideradas as primeiras tentativas de armazenagem de informações através da arte.

Depois, vieram os desenhos feitos com os dedos na argila úmida. Eles seguiam evoluindo para formas mais elaboradas, onde passaram a ser utilizadas as cores e a escala para representar grupos, bem como artifícios que davam a ilusão de movimento.

Já a escrita, a mais sofisticada tecnologia humana, surgiu há cerca de 6.000 anos. A mensagem, a partir de então, estaria diretamente relacionada a um campo visual definido – das tábuas de argila ou madeira, passando pela pedra polida, pelo papiro ou pergaminho, chegando à folha de papel.

Os espaços da escrita contribuíram para a evolução dos gêneros textuais. Se na argila e na pedra os textos eram mais curtos e diretos, no papel houve a possibilidade de escrever textos mais longos em variados gêneros, favorecendo o manuseio, a releitura e o diálogo com outros textos.

A era da impressão, com o invento de Gutenberg no século 15, modificou a forma como a humanidade desenvolvia e preservava sua cultura. O material impresso circulava entre o povo, difundindo, assim, a alfabetização, a contestação do poder, dando inicio às empresas de comunicação – livros, jornais e revistas. A informação, agora, podia estar nas mãos do povo. Desde que fosse alfabetizado, é claro. O livro passou a guardar as experiências da civilização. Ele passou a ser o registro da memória coletiva da humanidade.

A obra impressa passou a ser vista como um instrumento indispensável à prática, à pesquisa e à circulação de ideias. O advento das Universidades fez surgir um mercado leitor que estimulou a produção de livros científicos e o aprimoramento das ilustrações. Após a Revolução Francesa, o livro foi considerado um instrumento de libertação do homem e a leitura se propagou, então, pela Europa.

A revolução industrial, no século 19, fez surgir a prensa substituindo os velhos prelos de impressão manual. A industrialização do livro facilitou a divulgação cultural pela redução dos preços, tornando-o mais acessível. A partir daí, as bibliotecas públicas assumiram um papel importante na sociedade, pois democratizaram a leitura, atingindo a todas as camadas sociais indistintamente. O livro tornou-se veículo de formação e de informação. Com seu formato menor, propiciou uma aproximação do leitor com o texto, já que podia ser levado para qualquer lugar. Mas, a oralidade não perdeu seu lugar. Os saraus vivificavam os textos escritos pelos mais diferentes autores.

A era da comunicação de massa iniciou ainda no século 19 e se consolidou no século 20, com os jornais para o povo. Como o destino era o grande público, novas formas de comunicação foram surgindo, como o rádio a televisão, o cinema e as demais mídias eletrônicas, fazendo criar uma indústria cultural.

Quinhentos anos depois de Gutenberg, surgiu a era do texto eletrônico com a popularização dos computadores. É a era em que estamos vivendo. O computador ainda esta transformando a sociedade, como os outros meios transformaram as outras eras. Ainda, porque há muito mais por vir.

A era digital vem permitindo aos homens o sonho da biblioteca e da escola sem muros. Pode-se aprender em qualquer lugar, a qualquer momento. O livro, em sua revolução tecnológica, o e-book, é o veículo indispensável para o desenvolvimento do pensamento racional, científico, importante meio de comunicação de massa.

Os recursos da world wide web trouxeram uma nova geração de softwares e, hoje, contamos com diferentes aplicativos. Com tantas disponibilidades, o termo “publicações eletrônicas” pode ser interpretado de várias maneiras. Desde a geração da produção em formato eletrônico até como o suporte da rede, e a autoria cooperativa e a comunicação eletrônica entre os autores, editores e outros participantes do processo de publicação.

O novo espaço da escrita é a tela computador, que possibilita a produção de um texto diferente – o hipertexto, caracterizado pelos links, sem que haja uma ordem pré-estabelecida, oferecendo várias possibilidades de ação.

As redes sociais explodiram e nunca se produziu ou compartilhou tanta informação quanto agora. A Internet vem revolucionando a forma do homem pensar e de se comportar em sociedade.

Para onde vamos? Só o tempo dirá…

 

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